Páginas

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Capitulo 7- O templo de Ar do Sul

- Aang, quando chegarmos lá não se decepcione. A Nação do Fogo pode ser bem cruel quando quer. - disse Katara. 
- Mas é impossível alguém chegar no templo sem um bisão voador. - disse Aang.
- Só estou te avisando, para você não se decepcionar. 
Aang, Katara e Sokka estavam viajando juntos agora, Katara e Sokka ajudariam Aang nessa coisa de avatar. Eles foram para o Templo de Ar do Sul, onde Aang foi criado pelos Nômades do Ar, a 100 anos atrás... 
Katara pov's on. 
Eu não estava muito animada com essa coisa de ir na velha casa de Aang, ele ficou 100 anos preso em um iceberg, todos os monges tinham morrido, ninguém vive cem anos, ou, poderiam ter sido mortos pela nação do fogo. Uma alternativa muito pior que morrer de velhice. 
- Já estamos chegando? - disse Sokka. 
- Ta quase. - respondeu Aang. 
Nossa viagem foi demorada, mas calma. Sokka não parava de perguntar quando iriamos chegar, o que deixou todo mundo estressado com ele. Quando chegamos demos aleluia, assim Sokka tinha parado de reclamar e Aang iria procurar os monges. 

Katara pov's off.
Aang pousou seu bisão voador perto da entrada do Templo. Ele olhou em volta e se entristeceu. 
- O que foi Aang? - perguntou Katara. 
- Esse lugar sempre era cheio de bisões, lêmures, pessoas dominando o ar e jogando algum jogo. Agora, ta vazio. 
Olharam em volta e realmente, o lugar estava abandonado, o mato crescia em volta do templo e da quadra, rachaduras percorriam o templo inteiro e ninguém mais vivia ali. Aang olhou para a quadra e deu um pequeno sorriso. 
- Era ali onde eu e meus amigos jogávamos um jogo com o ar. 
- Que jogo? - perguntou Sokka. 
- Você quer jogar?! - Aang se animou. 
- Porque não. 
Eles se dirigiram para a quadra e cada um ficou de um lado. Eles deveriam dominar o ar para o adversário não fazer pontos, mas Sokka não dominava o ar. Eles ficaram jogando por um tempo, e nesse tempo Aang fez oito pontos. 
- É! - disse Aang animado com o 9° ponto que mandou Sokka para longe, de novo. 
Katara pov's on. 
Enquanto eles brincavam com o ar eu andei em volta do campo, procurando algo. Até que encontrei um capacete, da nação do fogo. Assim que Sokka foi jogado para perto de mim eu tive que contar para ele. 
- Sokka, olha. 
Sokka colocou os olhos no capacete e se surpreendeu. 
- Precisamos contar para o Aang. 
- O que? Não! 
- Katara, você não pode proteger ele pra sempre. 
- Não conta. Ele vai ficar arrasado. 
Dominei a neve e fiz ela cair em cima do capacete, para Aang não ver, aquilo acabaria com ele. 
Katara pov's off. 
Eles andaram pelo templo inteiro até encontrar uma porta trancada. Sokka se aproximou dela e tentou empurra-la ou bater com seu bumerangue. 
- Está trancada. Não tem chave nenhuma. 
- A chave Sokka, é  dobradura de ar. - respondeu Aang já dominando o ar e mandando em direção para a porta. 
A porta fez um som agradável e se abriu. Dentro continha várias estatuas. 
- Os Avatares. - disse Aang. 
Eles se aproximaram mais das estatuas. Aang parou na frente de uma e olhou bem fundo, ficou meio que paralisado. 
- Ei...acorda. - disse Katara sacudindo Aang.
- Oh? - disse Aang sem ter certeza do que estava acontecendo. 
Katara olhou para a estatua que fez Aang se hipnotizar. 
- Quem é esse ai? 
- É o Avatar Roku, o avatar anterior a mim. - respondeu Aang. 
- Nação do Fogo, por isso não confiei em você no começo. - disse Sokka. 
- Não tem nenhum nome, como sabe disso? - perguntou Katara para Aang. 
- Eu não sei... mas sei de alguma maneira. - respondeu Aang sem muita certeza do que dizia. 
- Não tem como ficar mais estranho? - disse Sokka. 
Quando Sokka terminou sua frase eles ouviram um barulho vindo da porta. Se esconderam atrás da estatua e esperaram. 
- Vou atingir ele com meu bumerangue, o cara nem vai fazer ideia do que atingiu ele. - disse Sokka se preparando. 
Ele estava pronto para atacar, saiu de trás da estatua e se deparou com um lêmure. 
- Comida! - disse Sokka. 
O animal se assustou e saiu correndo, Sokka saiu correndo atrás dele.
- Sokka, não! - disse Aang correndo atrás dele com Katara indo atrás de Aang. 
O lêmure os levou para uma sala fria, onde tinha vários capacetes da nação do fogo, vários esqueletos e um esqueleto bem no centro, com um colar de prata onde se via um simbolo dos Nômades de Ar. Aang se aproximou do esqueleto e engoliu em seco. 
- Monge Gyatso...- Aang se jogou no chão. 
Aang chorou por saber que seu Mestre havia morrido e quando sentiu aquela raiva percorrer seu corpo, entrou no estado de avatar. Suas tatuagens no corpo e seus olhos, ficara brancos. Ele fez uma espécie de mini-furacão naquela sala. 
- O que aconteceu? - perguntou Katara para Sokka, eles estavam escondidos atrás da pedra para não serem levados pelo mini-furacão. 
- Ele descobriu que os monges foram mortos pela nação do fogo. 
- Essa não. - Katara deu um passo a frente, mas Sokka a puxou. 
- Não! Você pode se machucar.
- Eu preciso falar com ele Sokka. 
Sokka a soltou e ela andou em direção a Aang, falando calmamente. 
- Aang, eu sei o que você está sentindo. A Nação do Fogo também levou a minha mãe. Mas se acalme, por favor! 
Logo, o mini-furacão de Aang parou e ele ficou no chão, meio tonto. Katara se aproximou dele e o abraçou. 
- Ta tudo bem. Vamos sair daqui. 
Zuko pov's on. 
Eu e minha tripulação fomos a Rocha Fervente para poderem concertar nosso navio, por causa do estrago que o Avatar fez. Assim que colocamos nossos pés em Rocha Fervente o comandante Zhao veio nos receber. 
- É um prazer em ter o filho e o irmão do Senhor do Fogo aqui conosco. - ele olhou para o navio. - Fizeram um belo estrago ai.
- Pois é, parece que o navio não pode passar por um lugar estreito. - disse Iroh. 
- Ah claro. Aceitam tomar um chá? 
- Não, nós já estamos de saída. - eu disse, já virando as costas para Zhao. 
- Eu insisto que fiquem, vamos tomar um chá de jin sei. 
- Oh, tudo bem. O chá de jin sei é meu favorito! - disse Iroh. - Vamos Zuko não seja mal educado.
Bufei e segui eles até a cabine. Zhao e meu tio Iroh tomaram o chá demoradamente, o que já estava me estressando. 
- Obrigado pelo chá. - disse Iroh já se levantando. 
- Que ótimo. - eu disse, me dirigindo a porta.
Os guardas colocaram a lança para eu não passar, virei-me para Zhao.
- Que palhaçada é essa? 
- Sente-se, príncipe Zuko. Me conte exatamente o que aconteceu com seu navio. 
- Como meu tio disse, o navio passou por um lugar estreito. 
Um servo de Zhao veio correndo para cabine adentro. 
- Comandante Zhao. Conversamos com os homens do navio do príncipe Zuko. E eles afirmaram que o Avatar fez aquilo com o navio. 
Respirei fundo, já imaginando como puni-los. 
- Ah. Lugar estreito, não é mesmo? 
Zuko pov's off.
Zuko e Iroh foram obrigados a ficarem sentados na cadeira enquanto Zhao fazia perguntas.
- O Avatar não é mais seu, é meu. - disse Zhao. - Eu vou procura-lo, para de se entrometer nisso, príncipe exilado. 
Zuko tentou se levantar da cadeira, mas os guardas não deixaram. 
- Eu te desafio para um duelo de fogo. 
- Zuko, não. - disse Iroh. 
Zhao riu como se tivessem fazendo palhaçada para ele. 
- Tudo bem, vamos lá. 
Zhao, Zuko, Iroh e os guardas foram para fora da cabine, indo em direção ao patio. Zhao e Zuko estavam se aquecendo para a batalha.
- Isso vai ser rápido. - disse Zhao. 
Zhao deu o primeiro ataque fazendo o fogo passar pelo lado de Zuko e fazer sua orelha ficar quente, em seguida Zuko deu o seu ataque fazendo Zhao cair no chão. Eles ficaram mais ou menos sete minutos lutando, até que o Príncipe Zuko deu seu último golpe, fazendo o comandante Zhao cair. Zuko poderia mata-lo nesse momento, mas hesitou. 
- Vamos, príncipe exilado. Acabe com isso de uma vez! 
- Fique fora do meu caminho. Ou da próxima vez, não irei hesitar em te matar. 
Zuko virou as costas e seguiu caminho até seu tio. Em seguida Zhao se levantou e usou sua dominação para jogar o fogo em cima de Zuko. Iroh foi rápido demais e mandou o fogo de Zhao direto para ele, fazendo o mesmo cair no chão. Zuko se surpreendeu com a desonra do comandante da marinha e Iroh mais ainda. Zuko foi se aproximar de Zhao para acabar com ele de uma vez por todas, mas Iroh o segurou. 
Não, Príncipe Zuko, não suje a sua vitória. - Iroh voltou-se para o comandante Zhao. - Então é assim que o grande comandante Zhao reage diante a derrota? Que desonroso! Mesmo no exílio, o meu sobrinho é muito mais honrado do que você! Muito obrigado pelo chá, estava delicioso! - em seguida foi andando para a saída. 
- Falou sério mesmo, tio? - perguntou Zuko. 
- É claro, eu disse que o chá de jin sei é o meu favorito. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário