Quando Aang chegou na Tribo da água do Sul mais nenhum homem estava lá, todos haviam voltado para a guerra, inclusive o pai de Katara. A tribo agora resumia-se apenas em doze mulheres, incluindo uma idosa. Havia cinco crianças também, e o Sokka. Estavam todos reunidos na tribo, Katara, Aang e Sokka estavam sentados em volta da fogueira que o Mestre não havia apagado antes de sair.
- Você ficou preso naquele iceberg por quanto tempo? - perguntou Katara.
- Alguns dias eu acho. - disse Aang.
- Alguns dias? - perguntou Sokka colocando doces na boca.
- Acho que sim.
Aang virou sua cabeça rapidamente quando viu um pinguim, apontou e gritou.
- PINGUIM!
Ele saiu correndo atrás do pinguim e Katara foi atrás dele. Ele tinha deslizado pelo gelo e parado em um campo de pinguins, Katara fez o mesmo e olhou a sua volta, procurando Aang.
- Aang?
Ele estava tentando pegar um pinguim. Katara deu algumas risadas do jeito de Aang.
- Olha, eu sei imitar um pinguim! - disse Aang olhando para Katara e em seguida virou-se para o pinguim, imitando-o.
- Aang. - disse Katara. - Você me ajuda a dobrar água?
Antes de responder, Aang virou de costas para Katara e franziu seu rosto, parecia desesperado.
- Claro. Só tem um problema, eu não sei dobrar água. - disse Aang. - Não tem ninguém da sua tribo pra me ajudar?
- O único que me ajudava era o Mestre Pakku, mas ele foi para a guerra ou voltou para a Tribo do Norte.
- Ah...
Aang voltou-se para o pinguim.
- Me ajuda a pegar um pinguim?
- Claro.
Katara pov's on.
Assim que eu e Aang pegamos o pinguim, montamos nele e descemos a geleira.
- Eu não faço isso desde que era pequena! - Gritei para Aang.
- Mas você ainda é pequena! - ele gritou de volta.
Descemos a geleira montados naqueles pinguins.
Logo que paramos de descer saltamos dos pinguins e eles deram no pé. Estávamos bem na frente do navio abandonado, encalhado da nação do fogo. Aquilo estava ali desde que minha vó era pequena.
- Nossa! - disse Aang. - O que é isso?
- Um navio da nação do fogo. Esta ai a muito tempo.
Aang se aproximou do navio.
- Aang, não chegue perto, pode ter armadilhas.
- Você quer ser uma dobradora de água, não é?
- Quero.
- Então você tem que se arriscar! - disse ele animado já entrando no navio.
Eu o segui. O navio estava um pouco escuro, empoeirado e frio. Eu já estava com calafrios só de estar ali, Aang foi andando por todos os lados, explorando. Até que parou em uma sala onde tinha armas da nação do fogo.
- Porque essas coisas estão aqui? - ele perguntou.
- Por causa da guerra, que acontece a 100 anos. A guerra que a Nação do Fogo começou.
- Para com isso, você está me deixando com medo. Além do mais, tenho amigos na nação do fogo.
- Aang, quando tempo você ficou naquele iceberg?
- A alguns dias, eu acho.
- Eu acho que foram 100 anos.
- O que? Você ta me dizendo que eu sou um garoto de 112 anos?!
- Pensa bem. Você não sabe da guerra e nem de nada do que está acontecendo, durante 100 anos.
- Puxa! - ele se sentou no chão.
- Vamos sair daqui.
Estávamos indo para fora do navio, finalmente.
- Espera. - Aang entrou em uma sala.
Enquanto ele ia andando pisou em uma especie de linha e a porta se fechou. Um foguete disparou no céu e ficamos trancados ali.
- O que você disse sobre armadilhas? - disse Aang.
- Como vamos sair daqui agora?
Aang olhou para cima, onde tinha um buraco no navio.
- Segura firme.
- O que...
Ele me pegou no colo e dominou o ar para passarmos pela abertura. Deslizamos pelo gelo até chegarmos no chão.
- Vamos voltar para a tribo. - eu disse.
- Vamos andar de pinguim de novo. Eu prometo. - disse Aang com um sorriso.
Sorri de volta e assim, voltamos para a tribo.
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