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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Capitulo 7- O templo de Ar do Sul

- Aang, quando chegarmos lá não se decepcione. A Nação do Fogo pode ser bem cruel quando quer. - disse Katara. 
- Mas é impossível alguém chegar no templo sem um bisão voador. - disse Aang.
- Só estou te avisando, para você não se decepcionar. 
Aang, Katara e Sokka estavam viajando juntos agora, Katara e Sokka ajudariam Aang nessa coisa de avatar. Eles foram para o Templo de Ar do Sul, onde Aang foi criado pelos Nômades do Ar, a 100 anos atrás... 
Katara pov's on. 
Eu não estava muito animada com essa coisa de ir na velha casa de Aang, ele ficou 100 anos preso em um iceberg, todos os monges tinham morrido, ninguém vive cem anos, ou, poderiam ter sido mortos pela nação do fogo. Uma alternativa muito pior que morrer de velhice. 
- Já estamos chegando? - disse Sokka. 
- Ta quase. - respondeu Aang. 
Nossa viagem foi demorada, mas calma. Sokka não parava de perguntar quando iriamos chegar, o que deixou todo mundo estressado com ele. Quando chegamos demos aleluia, assim Sokka tinha parado de reclamar e Aang iria procurar os monges. 

Katara pov's off.
Aang pousou seu bisão voador perto da entrada do Templo. Ele olhou em volta e se entristeceu. 
- O que foi Aang? - perguntou Katara. 
- Esse lugar sempre era cheio de bisões, lêmures, pessoas dominando o ar e jogando algum jogo. Agora, ta vazio. 
Olharam em volta e realmente, o lugar estava abandonado, o mato crescia em volta do templo e da quadra, rachaduras percorriam o templo inteiro e ninguém mais vivia ali. Aang olhou para a quadra e deu um pequeno sorriso. 
- Era ali onde eu e meus amigos jogávamos um jogo com o ar. 
- Que jogo? - perguntou Sokka. 
- Você quer jogar?! - Aang se animou. 
- Porque não. 
Eles se dirigiram para a quadra e cada um ficou de um lado. Eles deveriam dominar o ar para o adversário não fazer pontos, mas Sokka não dominava o ar. Eles ficaram jogando por um tempo, e nesse tempo Aang fez oito pontos. 
- É! - disse Aang animado com o 9° ponto que mandou Sokka para longe, de novo. 
Katara pov's on. 
Enquanto eles brincavam com o ar eu andei em volta do campo, procurando algo. Até que encontrei um capacete, da nação do fogo. Assim que Sokka foi jogado para perto de mim eu tive que contar para ele. 
- Sokka, olha. 
Sokka colocou os olhos no capacete e se surpreendeu. 
- Precisamos contar para o Aang. 
- O que? Não! 
- Katara, você não pode proteger ele pra sempre. 
- Não conta. Ele vai ficar arrasado. 
Dominei a neve e fiz ela cair em cima do capacete, para Aang não ver, aquilo acabaria com ele. 
Katara pov's off. 
Eles andaram pelo templo inteiro até encontrar uma porta trancada. Sokka se aproximou dela e tentou empurra-la ou bater com seu bumerangue. 
- Está trancada. Não tem chave nenhuma. 
- A chave Sokka, é  dobradura de ar. - respondeu Aang já dominando o ar e mandando em direção para a porta. 
A porta fez um som agradável e se abriu. Dentro continha várias estatuas. 
- Os Avatares. - disse Aang. 
Eles se aproximaram mais das estatuas. Aang parou na frente de uma e olhou bem fundo, ficou meio que paralisado. 
- Ei...acorda. - disse Katara sacudindo Aang.
- Oh? - disse Aang sem ter certeza do que estava acontecendo. 
Katara olhou para a estatua que fez Aang se hipnotizar. 
- Quem é esse ai? 
- É o Avatar Roku, o avatar anterior a mim. - respondeu Aang. 
- Nação do Fogo, por isso não confiei em você no começo. - disse Sokka. 
- Não tem nenhum nome, como sabe disso? - perguntou Katara para Aang. 
- Eu não sei... mas sei de alguma maneira. - respondeu Aang sem muita certeza do que dizia. 
- Não tem como ficar mais estranho? - disse Sokka. 
Quando Sokka terminou sua frase eles ouviram um barulho vindo da porta. Se esconderam atrás da estatua e esperaram. 
- Vou atingir ele com meu bumerangue, o cara nem vai fazer ideia do que atingiu ele. - disse Sokka se preparando. 
Ele estava pronto para atacar, saiu de trás da estatua e se deparou com um lêmure. 
- Comida! - disse Sokka. 
O animal se assustou e saiu correndo, Sokka saiu correndo atrás dele.
- Sokka, não! - disse Aang correndo atrás dele com Katara indo atrás de Aang. 
O lêmure os levou para uma sala fria, onde tinha vários capacetes da nação do fogo, vários esqueletos e um esqueleto bem no centro, com um colar de prata onde se via um simbolo dos Nômades de Ar. Aang se aproximou do esqueleto e engoliu em seco. 
- Monge Gyatso...- Aang se jogou no chão. 
Aang chorou por saber que seu Mestre havia morrido e quando sentiu aquela raiva percorrer seu corpo, entrou no estado de avatar. Suas tatuagens no corpo e seus olhos, ficara brancos. Ele fez uma espécie de mini-furacão naquela sala. 
- O que aconteceu? - perguntou Katara para Sokka, eles estavam escondidos atrás da pedra para não serem levados pelo mini-furacão. 
- Ele descobriu que os monges foram mortos pela nação do fogo. 
- Essa não. - Katara deu um passo a frente, mas Sokka a puxou. 
- Não! Você pode se machucar.
- Eu preciso falar com ele Sokka. 
Sokka a soltou e ela andou em direção a Aang, falando calmamente. 
- Aang, eu sei o que você está sentindo. A Nação do Fogo também levou a minha mãe. Mas se acalme, por favor! 
Logo, o mini-furacão de Aang parou e ele ficou no chão, meio tonto. Katara se aproximou dele e o abraçou. 
- Ta tudo bem. Vamos sair daqui. 
Zuko pov's on. 
Eu e minha tripulação fomos a Rocha Fervente para poderem concertar nosso navio, por causa do estrago que o Avatar fez. Assim que colocamos nossos pés em Rocha Fervente o comandante Zhao veio nos receber. 
- É um prazer em ter o filho e o irmão do Senhor do Fogo aqui conosco. - ele olhou para o navio. - Fizeram um belo estrago ai.
- Pois é, parece que o navio não pode passar por um lugar estreito. - disse Iroh. 
- Ah claro. Aceitam tomar um chá? 
- Não, nós já estamos de saída. - eu disse, já virando as costas para Zhao. 
- Eu insisto que fiquem, vamos tomar um chá de jin sei. 
- Oh, tudo bem. O chá de jin sei é meu favorito! - disse Iroh. - Vamos Zuko não seja mal educado.
Bufei e segui eles até a cabine. Zhao e meu tio Iroh tomaram o chá demoradamente, o que já estava me estressando. 
- Obrigado pelo chá. - disse Iroh já se levantando. 
- Que ótimo. - eu disse, me dirigindo a porta.
Os guardas colocaram a lança para eu não passar, virei-me para Zhao.
- Que palhaçada é essa? 
- Sente-se, príncipe Zuko. Me conte exatamente o que aconteceu com seu navio. 
- Como meu tio disse, o navio passou por um lugar estreito. 
Um servo de Zhao veio correndo para cabine adentro. 
- Comandante Zhao. Conversamos com os homens do navio do príncipe Zuko. E eles afirmaram que o Avatar fez aquilo com o navio. 
Respirei fundo, já imaginando como puni-los. 
- Ah. Lugar estreito, não é mesmo? 
Zuko pov's off.
Zuko e Iroh foram obrigados a ficarem sentados na cadeira enquanto Zhao fazia perguntas.
- O Avatar não é mais seu, é meu. - disse Zhao. - Eu vou procura-lo, para de se entrometer nisso, príncipe exilado. 
Zuko tentou se levantar da cadeira, mas os guardas não deixaram. 
- Eu te desafio para um duelo de fogo. 
- Zuko, não. - disse Iroh. 
Zhao riu como se tivessem fazendo palhaçada para ele. 
- Tudo bem, vamos lá. 
Zhao, Zuko, Iroh e os guardas foram para fora da cabine, indo em direção ao patio. Zhao e Zuko estavam se aquecendo para a batalha.
- Isso vai ser rápido. - disse Zhao. 
Zhao deu o primeiro ataque fazendo o fogo passar pelo lado de Zuko e fazer sua orelha ficar quente, em seguida Zuko deu o seu ataque fazendo Zhao cair no chão. Eles ficaram mais ou menos sete minutos lutando, até que o Príncipe Zuko deu seu último golpe, fazendo o comandante Zhao cair. Zuko poderia mata-lo nesse momento, mas hesitou. 
- Vamos, príncipe exilado. Acabe com isso de uma vez! 
- Fique fora do meu caminho. Ou da próxima vez, não irei hesitar em te matar. 
Zuko virou as costas e seguiu caminho até seu tio. Em seguida Zhao se levantou e usou sua dominação para jogar o fogo em cima de Zuko. Iroh foi rápido demais e mandou o fogo de Zhao direto para ele, fazendo o mesmo cair no chão. Zuko se surpreendeu com a desonra do comandante da marinha e Iroh mais ainda. Zuko foi se aproximar de Zhao para acabar com ele de uma vez por todas, mas Iroh o segurou. 
Não, Príncipe Zuko, não suje a sua vitória. - Iroh voltou-se para o comandante Zhao. - Então é assim que o grande comandante Zhao reage diante a derrota? Que desonroso! Mesmo no exílio, o meu sobrinho é muito mais honrado do que você! Muito obrigado pelo chá, estava delicioso! - em seguida foi andando para a saída. 
- Falou sério mesmo, tio? - perguntou Zuko. 
- É claro, eu disse que o chá de jin sei é o meu favorito. 



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Capitulo 6- A volta do Avatar

- Príncipe Zuko! - disse um soldado da nação do fogo correndo até Zuko e Iroh. 
Zuko virou-se para ver quem estava lhe chamando. O soldado fez referência.  
- Seu pai está o chamando no castelo. 
Zuko e Iroh trocaram olhares.
- O que ele quer comigo? - perguntou Zuko.
O soldado olhou em volta e se aproximou um pouco mais de Zuko.
- Ele tem uma missão para você. O avatar voltou. 
Zuko pov's on. 
Era uma coisa totalmente inusitada meu pai me convocar em sua sala. Os guardas abriram a porta e eu entrei em sua sala. Ele estava sentado no trono e o fogo ardia em volta. Me aproximei um pouco dele e fiz referência. 
- Chamei você aqui por um motivo que me intriga. - disse meu pai. - Eu soube por fontes confiáveis que o Avatar voltou e ele é o único que pode impedir a guerra! - ele bateu seu punho no trono e as chamas levantaram. 
- E o que o senhor quer que eu faça? - perguntei.
- Capture o Avatar e traga-o para mim. 
Franzi as sobrancelhas, porque meu pai me daria uma tarefa tão importante se havia me expulsado? 
- Porque eu? O senhor me expulso, me exilou. 
- Porque, Zuko. Porque se você me trouxer o Avatar, sua honra aqui será restaurada. 
Meus olhos brilharam.
- Não vou falhar, senhor. 
- Veremos. Darei a você um navio e tripulação. Você partira hoje. 
Balancei a cabeça e fiz referência novamente, saindo da sala do trono. Fui até a rua e meu tio estava lá fora, me esperando. 
- O que ele queria príncipe Zuko? 
- Ele quer que eu capture o Avatar. 
Zuko pov's off. 
Zuko saiu da Nação do Fogo o mais rápido que podia. Arrumou-se e embarcou em seu navio com a tripulação e seu tio. Depois de todos esses anos sendo exilado, Zuko poderia restaurar sua honra. 
Katara pov's on. 
Aang tinha passado alguns dias aqui na tribo. Ele era divertido e todos gostavam dele, inclusive as crianças que brincavam de escorregar na calda do Appa. Eu estava treinando minha dominação de água quando Aang se aproximou de mim.
- Quer ver uma coisa? 
Olhei para ele e sorri.
- Claro. 
Ele pegou algumas bolinhas de gude e usou sua dominação de ar para faze-las se mover sozinhas em sua mão, rapidamente. Dei um sorriso para ele e me virei, para treinar a dobra d'água. 
- O que você ta fazendo? - ele perguntou. 
- Quero treinar a dobra de água. 
- Ah... - ele pareceu distante. 
- Aang, vem brincar com a gente! - gritou uma criança. 
- Já vou! - ele acenou para elas. - Depois a gente se fala. - ele saiu correndo na direção delas. 
Eu consegui fazer algumas bolas d'água, mas nada diferente, eu estava concentrada e tentar algo novo então uma certa criatura surgiu por trás de mim, fazendo eu derrubar minha água. 
- Katara! - disse Sokka. 
- O que?
- O Aang está brincando com os meus guerreiros naquele bicho grandão! 
Me virei e vi Aang brincando com crianças. 
- Ele está brincando com as crianças, Sokka. 
- Meus guerreiros. 
- Faça alguma coisa, você não vê que estou ocupada? 
- Ai! 
Ele saiu batendo os pés. 
Katara pov's off. 
Sokka se dirigiu na direção de Aang. 
- Aang pode parar de brincar com meus guerreiros? 
- Ah, claro. Mas cade eles? 
- Bem ai! Escorregando nessa coisa! - ele apontou para Appa. 
- Ah...- Aang pareceu não entender. 
- Vamos crianças. - disse Sokka. - Vamos aprender alguma coisa útil. AGORA!
As crianças acenaram para Aang e seguiram Sokka. 
- Muito bem. - disse Sokka. 
Todas as crianças ficaram a sua frente, parecia que estavam mesmo o escutando. 
- Quando seus pais voltarem da guerra, sera vocês que eles irão confiar para ir no lugar deles. Então vocês tem que se preparar! A Nação do Fogo não vai poupa-los. 
Um garotinho que estava no meio de todos levantou a mão. 
- Fala. - disse Sokka. 
- Posso fazer xixi? 
Sokka bateu a mão no rosto. 
- Não! A nação do fogo não vai deixar vocês fazerem xixi! 
- Mas eu preciso fazer xixi! - retrucou a criança. 
- Ta bem. Mas alguém precisa fazer xixi? - perguntou Sokka.
Todos levantaram a mão. Sokka bateu a mão no rosto novamente e deixou todos irem fazer xixi.
Katara passou perto de Sokka e olhou para ele. 
- Belos guerreiros. 
- Eles só precisam de um treinamento! 
- Então ta, esquentadinho. - Katara deu um risinho e saiu andando. 
Zuko pov's on.
Eu e meu navio nós dirigíamos para a Tribo da Água do Sul. Onde meu pai disse que o Avatar havia sido visto.
- Eu vou capturar o Avatar. 
- Relaxe príncipe Zuko. - disse Iroh. - E venha tomar um chá de gengibre comigo.
- Não. Nós já estamos chegando.
Zuko pov's off. 
Katara e Aang tinham ido perto daquele navio de novo e novamente ele disparou aquela especie de sinalizador. 
- Aang vamos embora daqui. 
- Tudo bem. 
Eles caminharam de volta a tribo e todos estavam parados na entrada, de braços cruzados. 
- O que aconteceu? - perguntou Katara. 
A anciã da tribo se aproximou dela. 
- Vocês foram no navio da Nação do Fogo? 
- Bem... - respondeu Katara. 
- Katara, você sabe que é proibido ir lá. Aquilo está desde quando eu e sua vó eramos pequenas! 
- A culpa não é dela. - disse Aang. - Eu tive a ideia de ir lá, ela não queria, mas foi comigo. 
- Eu não disse! - disse Sokka. - Ele é um da nação do fogo, sinalizando para eles! 
- Ah Sokka, para de ser paranoico! - disse Katara.
- Acho melhor para todos, o dominador de ar ir embora. - disse a anciã. 
- O que? Não! - disse Katara. 
- Tudo bem Katara, nós vemos em breve. - respondeu Aang de cabeça baixa se dirigindo a Appa. 
- Então eu vou com você! 
- Katara, não. - disse Sokka. 
- É Katara, eu não quero ficar entre sua família. Ainda vamos nos ver, não se preocupe. - Aang sorriu. 
Katara assentiu. Aang subiu no bisão. 
- Yip-yip. - nada aconteceu. - Ai Appa. - ele virou o animal e foram andando pelo campo de gelo. 
- Eu disse que aquele bicho não voava. - disse Sokka. 
Todos entraram na aldeia e foram para suas tendas ou ficaram na fogueira. Katara se dirigiu a fogueira e a observou. Aang não tinha ido longe, estava a alguns quilômetros da aldeia, ele e Appa estavam usando uma rocha congelada como cama. Aang estava olhando para o mar congelado quando avistou um navio da Nação do Fogo. Ele ficou de pé. O navio ia em direção a tribo da água. 
- Essa não.
   A tribo da água já tinha avistado o navio da nação do fogo. Sokka se preparava para batalhar com eles, pintou seu rosto e pegou seu bumerangue, foi em direção a barreira de gelo da tribo e ficou em pé lá. O navio se aproximava cada vez mais e ia rachando a tribo, uma criança estava prestes a cair em uma fenda, mas Katara foi rápida e a tirou, entregando-a a sua mãe. 
Sokka continuou na barreira enquanto o navio se aproximava, ele ficou de cara a cara com o navio e bateu nele com seu bumerangue, mas o gelo caiu por causa do peso do navio e foi para trás. A porta do navio se abriu e o Príncipe Zuko e a tripulação do navio saíram. Todos da tribo da água estava um do lado do outro, encarando a nação do fogo. Sokka veio correndo de algum lugar e tentou atingir Zuko, mas o príncipe foi mais rápido e o derrubou, tacando-o longe. 
- Onde está o Avatar? - perguntou Zuko. 
Ninguém respondeu, já que ninguém sabia onde ele estava. 
- Vou perguntar mais uma vez, onde está o avatar? 
Novamente, ninguém respondeu. Ele usou sua dominação de fogo e colocou todos para trás. Ele se aproximou de Katara e então, alguma coisa veio do céu e jogou Zuko para longe dela. 
- Está me procurando? - respondeu Aang. 
- Você é o avatar? - perguntou Zuko, abismado.
- Sou. 
- Você é só uma criança! 
- E você é só um adolescente. 
Zuko usou sua dominação para jogar fogo em Aang, mas ele foi rápido e bloqueou o movimento com seu bastão. Eles continuaram isso por alguns minutos até que Zuko apontou sua mão para as pessoas da tribo. 
- Não! - disse Aang. - Se eu for com você, promete deixa-los em paz? 
Zuko assentiu. 
- Aang, não. - disse Katara. 
- Vai ficar tudo bem. Cuida do Appa até eu voltar. 
Os guardas seguraram os braços de Aang e entraram no navio. Eles o levaram para baixo, levando-o até a prisão. 
- Aposto que posso acabar com vocês dois com as mãos amarradas nas costas. - disse Aang.
Bem, as mãos de Aang estavam amaradas nas costas. 
- Fique quieto. - disse um guarda. 
Aang parou de caminhar e meio que usou sua dominação de ar, mandando um guarda para frente e outro para trás, longe dele. Aang saiu correndo pelo corredor até achar seu bastão, sem aquilo ele não podia voar. Andou por todas as salas até que entrou na cabine de Zuko, onde estava o seu bastão. Quando ele entrou a porta se fechou e Zuko apareceu atrás dele. 
- Pensando que poderia fugir? 
- Acho que sim. 
Zuko usou sua dominação e tacou fogo em cima de Aang, ele desviou e conseguiu desamarrar suas mãos, pegou seu bastão e foi desviando dos fogos que Zuko jogava. 
Katara pov's on. 
- Precisamos salva-lo! - disse Katara olhando para Sokka. 
- Katara...
- Se você me falar que ele é da nação do fogo, eu te mato, Sokka! Ele veio nos salvar, precisamos fazer o mesmo por ele! 
- Katara...
- Precisamos de um barco, mas não vamos chegar lá a tempo e agora Sokka? 
- Katara! Você quer parar de falar e vir comigo? - Sokka apontou para uma canoa que já estava na água.
- Obrigado Sokka! - eu sorri para ele e o abracei. 
- Onde vocês pensam que vão? - disse a anciã da tribo.
- Bem... comprar limão? - respondeu Sokka.
- Onde vocês pensam que vão sem isso? - ela nos entregou um pano onde continha alguns suprimentos. - Vocês acharam o avatar, o seu destino está entrelaçado com o dele. Vão. 
- Obrigado. - eu sorri e a abracei.
- Não vamos chegar a tempo com essa coisa. - disse Sokka chutando a canoa. 
Eu olhei para Appa e puxei Sokka, subindo no animal. 
- Vamos Appa, voa! 
- Ele não vai voar. 
- Me ajude a fazer ele voar então! - eu disse.
- Vamos Appa precisamos da sua ajuda, o Aang precisa da sua ajuda. - eu disse, acariciando o animal. 
- Sobe. Levanta. Se eleva. - disse Sokka, sem muita animação e encostado na parte trás da cela. 
- Sokka, precisamos fazer ele voar. Vamos Appa, você quer salvar o Aang? 
- Como é que o cara dizia mesmo? Yeeha? Wahoo? Hup-hup? Ahn... yip-yip?
Appa se levanta e começa a voar pelos céus. 
- Você conseguiu Sokka! - eu disse, muito animada e já conduzindo o animal até acharmos o navio da nação do fogo. 
- Ele está voando! Ele ta voando! Katara ele está...
Olhei para Sokka. Era ele que não acreditava que Appa voava. Olhei para ele com uma cara de sarcasmo. 
- Quero dizer, grande coisa ele voar. - disse Sokka. 
Voamos pelos céus até encontrar o navio. Não foi difícil, eles não estavam muito longe. 
- Lá! - eu disse. 
Katara pov's off. 
Aang e Zuko já estavam batalhando no convés quando Aang avistou seu bisão voador. 
Enquanto Aang e Zuko batalhavam Aang caiu na água e enquanto ia ficando mais fundo percebeu que ele precisava voltar para ajudar seus amigos. Ele entrou numa especie de '' estado de avatar '' e as setas azuis que haviam em seu corpo ficaram brancas, assim como seus olhos. Ele foi rápido até a superfície, em um redemoinho d'água. Encharcou o navio, seus tripulantes e as bolas de fogo que Zuko planejava jogar nele e em seus amigos. Assim que acabou de jorrar água na nação do fogo, saiu do seu '' estado de avatar '' e foi caindo rápido até a água, desacordado. Katara foi rápida e conduziu Appa até Aang, antes que ele pudesse cair. Eles saíram de perto do navio de Zuko, voando pelos céus até encontrar o lugar exato que precisavam ir.
- Você está bem? - perguntou Katara. 
- Estou...
- Porque você não disse que era o avatar? - perguntou Katara. 
- Porque eu nunca quis ser. - disse Aang abraçando seus joelhos e olhando fixo para o horizonte. 
Mas Aang, o mundo inteiro está esperando pela volta do avatar para acabar com essa guerra. - disse Katara. 
- Como eu faço isso? 
- De acordo com a lenda, você domina a água, terra e o fogo. 
- Foram o que os monges me disseram. 
- Bem, se fomos para o polo norte você pode aprender como dobrar a água. 
- Podemos aprender juntos! - disse Aang animado com a ideia de Katara. 
 E Sokka, você vai arrasar com os dobradores de fogo no caminho.- disse Katara. 
- Gostei dessa, gostei muito dessa. - disse Sokka, como se imaginasse o momento. 
- Então nós estamos juntos nessa. - disse Katara. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Capitulo 5- 100 anos.

'' Água, Terra, Fogo, Ar. A muito tempo atrás as nações viviam em paz e harmonia, mas tudo isso mudou quando a Nação do fogo atacou. Só o avatar domina os quatro elementos e pode impedi-los, mas quando o mundo mais precisa dele, ele desaparece. 100 anos se passaram e meu irmão e eu descobrimos um novo avatar, um garoto dominador de ar. Embora sua habilidade com o ar seja ótima ele ainda tem muito que aprender antes que possa dizer, eu sou Aang. Mas eu acredito que o Aang possa salvar o mundo.'' - Katara. 

Quando Aang chegou na Tribo da água do Sul mais nenhum homem estava lá, todos haviam voltado para a guerra, inclusive o pai de Katara. A tribo agora resumia-se apenas em doze mulheres, incluindo uma idosa. Havia cinco crianças também, e o Sokka. Estavam todos reunidos na tribo, Katara, Aang e Sokka estavam sentados em volta da fogueira que o Mestre não havia apagado antes de sair. 
- Você ficou preso naquele iceberg por quanto tempo? - perguntou Katara.
- Alguns dias eu acho. - disse Aang. 
- Alguns dias? - perguntou Sokka colocando doces na boca. 
- Acho que sim. 
Aang virou sua cabeça rapidamente quando viu um pinguim, apontou e gritou. 
- PINGUIM! 
Ele saiu correndo atrás do pinguim e Katara foi atrás dele. Ele tinha deslizado pelo gelo e parado em um campo de pinguins, Katara fez o mesmo e olhou a sua volta, procurando Aang. 
- Aang? 
Ele estava tentando pegar um pinguim. Katara deu algumas risadas do jeito de Aang. 
- Olha, eu sei imitar um pinguim! - disse Aang olhando para Katara e em seguida virou-se para o pinguim, imitando-o. 
- Aang. - disse Katara. - Você me ajuda a dobrar água? 
Antes de responder, Aang virou de costas para Katara e franziu seu rosto, parecia desesperado. 
- Claro. Só tem um problema, eu não sei dobrar água. - disse Aang. - Não tem ninguém da sua tribo pra me ajudar? 
- O único que me ajudava era o Mestre Pakku, mas ele foi para a guerra ou voltou para a Tribo do Norte. 
- Ah... 
Aang voltou-se para o pinguim. 
- Me ajuda a pegar um pinguim? 
- Claro. 
Katara pov's on. 
Assim que eu e Aang pegamos o pinguim, montamos nele e descemos a geleira. 
- Eu não faço isso desde que era pequena! - Gritei para Aang. 
- Mas você ainda é pequena! - ele gritou de volta. 
Descemos a geleira montados naqueles pinguins.  
Logo que paramos de descer saltamos dos pinguins e eles deram no pé. Estávamos bem na frente do navio abandonado, encalhado da nação do fogo. Aquilo estava ali desde que minha vó era pequena. 
- Nossa! - disse Aang. - O que é isso? 
- Um navio da nação do fogo. Esta ai a muito tempo. 
Aang se aproximou do navio.
- Aang, não chegue perto, pode ter armadilhas. 
- Você quer ser uma dobradora de água, não é? 
- Quero. 
- Então você tem que se arriscar! - disse ele animado já entrando no navio. 
Eu o segui. O navio estava um pouco escuro, empoeirado e frio. Eu já estava com calafrios só de estar ali, Aang foi andando por todos os lados, explorando. Até que parou em uma sala onde tinha armas da nação do fogo.
- Porque essas coisas estão aqui? - ele perguntou. 
- Por causa da guerra, que acontece a 100 anos. A guerra que a Nação do Fogo começou.
- Para com isso, você está me deixando com medo. Além do mais, tenho amigos na nação do fogo. 
- Aang, quando tempo você ficou naquele iceberg? 
- A alguns dias, eu acho. 
- Eu acho que foram 100 anos. 
- O que? Você ta me dizendo que eu sou um garoto de 112 anos?! 
- Pensa bem. Você não sabe da guerra e nem de nada do que está acontecendo, durante 100 anos. 
- Puxa! - ele se sentou no chão. 
- Vamos sair daqui.
Estávamos indo para fora do navio, finalmente. 
- Espera. - Aang entrou em uma sala. 
Enquanto ele ia andando pisou em uma especie de linha e a porta se fechou. Um foguete disparou no céu e ficamos trancados ali. 
- O que você disse sobre armadilhas? - disse Aang. 
- Como vamos sair daqui agora? 
Aang olhou para cima, onde tinha um buraco no navio. 
- Segura firme. 
- O que...
Ele me pegou no colo e dominou o ar para passarmos pela abertura. Deslizamos pelo gelo até chegarmos no chão. 
- Vamos voltar para a tribo. - eu disse. 
- Vamos andar de pinguim de novo. Eu prometo. - disse Aang com um sorriso. 
Sorri de volta e assim, voltamos para a tribo. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Capitulo 4- O garoto do iceberg

Katara pov's on.
Acordei-me cedo, o sol já havia nascido mais meu irmão e meu pai não estavam levantados. Fui para a rua e não tinha quase ninguém, o fogo já estava acabando, acho que alguém ficou acordado a noite inteira e eu estava cert, o mestre Pakku estava olhando para o fogo ainda. Sorri para ele e ele retribuiu, sentei-me ao lado dele e o observei. 
- Ficou olhando o fogo a noite inteira, Mestre? 
- Sim. - ele ainda observava o fogo. - Sinto falta de Kana e as vezes fico a noite inteira pensando nela. 
- Também sinto falta dela, Mestre. - observei o fogo. 
- Gosto do fogo, não da Nação do Fogo. Entenda isso Katara, os elementos não tem culpa, as pessoas que os utilizam que tem culpa. - ele olhou para mim. - Esse colar, eu que dei a Kana e fico feliz que você o herdou, você me lembra ela. - ele sorriu. 
Engoli em seco para não soltar lágrimas. Minha mãe e minha vó já haviam partido, e eu sentia muita falta delas. 
- Que bom que você fica feliz, Mestre. - sorri para ele. 
- Katara, vamos pescar? - disse Sokka que ainda estava um pouco sonolento.
- Claro. 
Entramos em um barco e navegamos pelas águas, um pouco longe da tribo. Demoramos um pouco para pegar peixes, quer dizer, desde a hora que saímos não pegamos um. 
- Preste atenção Katara. Aprenda como se pega peixes. - disse Sokka apontando a lança para um peixe. 
Não prestei atenção, vi um peixe na profunda água perto do barco, ele estava nando em direção oposto do barco, levantei minhas mãos e fiz a água onde ele estava subir e ela subiu, o peixe ficou em uma coisa redonda de água onde eu controlava. 
- Sokka, olha isso! 
- Agora não Katara. 
- Eu peguei um peixe! 
Ele não prestou atenção, então levei a bola de água em sua direção.
- Agora eu pego esse peixe! - disse Sokka levantando a sua lança e estourando minha bolha. 
O peixe fugiu e Sokka ficou encharcado d'água. Dei algumas risadas de Sokka. 
- Sempre que você brinca com água eu acabo encharcado! 
- Não é brincadeira. É dobra de água. 
- Isso, se gabe do seu divino dom.
- Eu só to te corrigindo, não me gabando. 
Quando completei essa frase uma corrente d'água nós puxou nos levando direto para um iceberg. Batemos no iceberg e voamos em direção a ele. 
- Porque você não controlou a água? - disse Sokka.
- Agora a culpa é minha? Você estava reclamando da minha dominação! 
- Mas você podia ter controlado a água! 
Fuzilei Sokka com um olhar e bati os braços em minhas pernas.
- Eu não vou escutar você! - disse irritada. - Eu lavo suas roupas, faço isso e aquilo para você, eu cuido de tudo e você não vê isso! 
- Katara... 
- Não! Eu preciso falar, você nunca estava satisfeito com o que eu faço! 
- Katara, fica quieta... 
- Não! A partir de agora você está sozinho! 
Quando eu terminei minha frase o grande iceberg atrás de nós se partiu formando uma enorme onda. Tivemos que segurar no iceberg que estavamos para não cairmos na água fria. 
- Eu fiz isso? 
- Quando você estava reclamando de mim, a água se mexia com você. Você partiu o iceberg sem saber. - disse Sokka meio impressionado. - Em vez disso ser um dom... Você é uma aberração! 
- Cala a boca. 
Enquanto nos encarávamos e tínhamos conflitos um com o outro. Um grande iceberg saiu da água, surgindo a nossa frente. Tinha uma pessoa congelada no iceberg e quando ele abriu os olhos estavam brancos e brilhando, assim como a seta na sua cabeça. 
- Ele está congelado! - eu disse. 
Em seguida fui pulando os icebergs até chegar onde o garoto congelado estava.
- Katara! - disse Sokka. - Isso é perigoso! 
Ele foi me seguindo pelos icebergs. Quando chegamos perto do grande iceberg peguei meu bastão e bati no gelo onde o garoto estava.
- Katara, para com isso! 
Não ouvi Sokka, continuei batendo até que saiu uma luz de cima do iceberg. Eu e Sokka tapamos os olhos e quando a luz sessou um garoto surgiu em cima do iceberg. Sokka me colocou atrás dele e pegou meu bastão, apontando para o garoto. 
- Não se aproxime! 
O garoto parou de brilhar com aquela luz branca esquisita e meio que desmaiou, caindo do iceberg. Fui rápida e o segurei, para ele não dar de cabeça no gelo. 
- Ei, você está bem?
O garoto abriu um pouco os olhos e olhou para mim. 
- Chegue um pouco perto, quero falar uma coisa. - Disse o garoto. 
Me aproximei. 
- Um pouco mais. - ele repetiu. 
Me aproximei um pouco mais. Ele abriu os olhos e sorriu. 
- Quer andar de pinguim comigo? - ele sorriu. 
Dei uma pequena risada e sorri.
- Claro!
Sokka me tirou de perto dele e apontou seu bastão. 
- Fica longe dele! Ele pode ser da nação do fogo e aquela luz foi para avisar a marinha do fogo! 
- Ah, claro. Olha os olhos de mau dele. - Disse sarcasticamente. 
O garoto abriu um sorriso e logo arregalou os olhos ao ouvir um ronco forte.
- Appa! 
Ele fez um vento surgir em baixo dele e voou para cima do iceberg, logo, deslizando-o. Eu e Sokka demos a volta para ver onde o garoto tinha ido. Nós surpreendemos ao ver uma criatura gigante onde o garoto tentava acordar, e conseguiu. O animal, ou seja lá o que for acordou e ficou de pé. 
- O que é isso? - perguntou Sokka.
- É meu bisão voador, Appa.
- A claro. - disse Sokka. - E essa é a minha irmã voadora, Katara. - ele apontou para mim. 
Fiz uma cara e me aproximei do garoto.
- Você nós disse seu nome? 
- Meu nome é Aaaa... - ele deu um espirro e voou alguns metros e deslizou pelo iceberg voltando ao chão. 
- Você, você deu um espirro e voou dois metros! - disse Sokka.
- Achei que foi mais. - disse o garoto. - Meu nome é Aang. 
- Eu sou Katara e esse é meu irmão paranoico Sokka. 
- Prazer! 
O animal de Aang começou a fazer alguma coisa que parecia que ia espirrar. Aang arregalou os olhos e se abaixou. 
- Abaixem! 
Me esquivei e o animal espirrou, pela minha sorte, tudo foi em cima de Sokka.
- Aiiiiiiii! - disse Sokka cheio de coisa do nariz de Appa. 
- As vezes isso sai. - disse Aang. 
- Aiiiiiiiiiiiii! - repetiu Sokka. 
Sokka se esfregou na neve e aquela coisa foi saindo aos poucos. 
- Bem, seu animal já espirrou em mim, acho melhor irmos para a casa onde tudo é normal. - ele deu um passo e procurou com os olhos o nosso barco. - Onde está o barco?! 
- Se vocês estão longe de casa, eu posso dar uma carona em Appa. - disse Aang. 
- Seria ótimo! - eu disse, já subindo no animal. 
- Não, não! - disse Sokka. 
- Você acha que outro animal grandão e voador vai aparecer pra te levar para casa? - eu disse. 
Ele não retrucou e subiu no animal. Appa levantou voou e foi direto para a água, jogando-se nela e nadando. 
- Belo voou. - disse Sokka. 
- Ele deve estar cansado. - disse Aang passando a mão no animal. - Garanto a vocês que quando ele descansar bem vai voar pelos céus bem rápido! 
Aang sorriu, animado. Aang dormiu até chegarmos a tribo e quando eu o acordei já estávamos lá. O apresentei para toda a tribo e as crianças se divertiram brincando com ele e com Appa. Estava tudo perfeito. 
Katara pov's off. 
Quem é Aang e porque ele estava congelado em um iceberg? Eram as perguntar que todos da tribo faziam, inclusive Sokka, apenas Katara parecia não ligar para o fato de que um garoto de doze anos estava congelado em um iceberg. 

Capitulo 3- Cartas da Terra

'' Por trás deste meu ar de durona, eu sou sensível e me importo com pessoas ao meu redor. Sinto falta de Aang, ele era um bom amigo para mim, foi o primeiro que me viu como eu sou e que não me viu como uma menininha cega que trás dinheiro e fama para quem a possui. Lembro-me de quando o ajudei a controlar a Terra e como foi cansativo para mim ter que ajuda-lo a controlar esse elemento com sua dificuldade de prestar atenção em minhas palavras. Lembro-me de nossa primeira briga e lembro-me de me trancar nas rochas e chorar por ser a culpada da briga, lembro-me de quando Sokka foi conversar comigo sobre isso e eu me senti a vontade perto dele e lembro-me de ter me apaixonado por ele. Lembro-me de quando me sequestraram e para fugir consegui controlar o metal, foi um momento eufórico para mim, mas muito boa a sensação de conseguir controlar o metal. Lembro-me da energia que eu tinha com Aang quando lutávamos juntos, lembro-me de quando ele morreu, chorei em seu corpo e parecia que minha energia estava indo embora junto com ele mas em alguns dias depois ela voltou, como se ele estivesse sempre comigo, com Sokka, Katara, Zuko. Tenho orgulho de dizer que eu, Toph, tive o prazer de chamar Aang de amigo e companheiro. Nunca me esquecerei de você, avatar.'' 
Toph pov's on. 
Sabe aquela sensação de ter o peso da vitória em suas mãos? Então, eu odeio isso. 
- Você está dizendo que essa garotinha cega irá batalhar comigo? - Disse Pedregulho rindo como se estivessem fazendo cocegas nele. 
Eu o encarei e coloquei minha perna para frente. 
- Qual é, pedrinha. Me mostre seu melhor golpe, velhote! 
Acho que ele não gostou dos apelidos, fuzilou-me com o olhar e dominou as pedras que estavam na arena, para irem em minha direção. Quebrei todas fazendo barreiras a minha volta.
- Pedrinhas, sério? - fiz beicinho para o velho. - Agora é a minha vez. 
Apenas me movimentei para frente e mexi meus dedos. Rochas apareceram ao pé de Pedregulho fazendo-lhe cair para trás. 
A plateia que nos observava aplaudiu e Pedregulho levantou-se com esforço. 
- Só isso que sabe, garotinha? 
- É claro que não, velhote. 
Dominei a Terra mais uma vez fazendo-lhe Pedregulho ser atingido por algumas rochas que iam em sua direção. Em seguida dominei a Terra mais uma vez, fazendo ele ficar preso entre elas, sem conseguir sair. O público aplaudiu e baixei minha cabeça, fazendo meu cabelo ficar na frente de meu rosto, dei um sorriso maligno na direção de Pedregulho e mexi meus dedos dos pés, era com eles que eu conseguia me movimentar e saber se uma pessoa se aproximava de mim. Sai da arena com minha vitória e meu orgulho. Todos aplaudiram e Roger sorriu de lado e olhou para mim com o canto do olho. 
- Aplaudam a Bandida Cega! - Disse Roger entusiasmado e apontando em minha direção. 
Apenas o ignorei e segui meu caminho, indo para minha '' passagem secreta'' onde daria perto de minha casa. Meus pais não deixavam eu sair de casa para nada, eles achavam que por eu ser cega eu era frágil, indefesa e tinha mais riscos de ser morta ou sequestrada. Eu sou o oposto disso. 
Toph pov's off. 
Toph tem 12 anos e é uma excelente dobradora de Terra. Apesar de ser cega Toph está longe de ser uma menina inútil e frágil. Como ela mesma disse, apesar de ter nascido cega nunca teve problemas para ver, pois com seus pés pode "enxergar" qualquer coisa à sua volta, através de sua peculiar e excepcionalmente percepção de vibrações através de plataformas rígidas (Toph não é capaz de enxergar através de fluidos e areia). Uma das maiores fraquesas da garota é também a sua maior vantagem e já mencionada "visão pelas vibrações", pois ao ter seus pés queimados perde toda a sensibilidade dos últimos. 

Capitulo 2 - Cartas do Fogo.

'' As vezes me sinto culpado por aquela época. Devia ter feito tudo antes, mas me orgulho de ter mudado minha opinião no final. Mas acho que desde o começo devia ter falado meus sentimentos por ela, ainda me arrependo de ter ficado quieto e só ter observado. Talvez eu tenha ficado com medo, as escolhas erradas que fiz no começo me comprometeram no final, mesmo ela nem ligando mais para isso. Lembro-me de quando ela não quis me ajudar, mas em seguida mudou de ideia, por ser por Aang, não por mim. Eu fiz todas as escolhas erradas e apenas no final mudei de ideia. Vou me arrepender para o resto de minha vida de não ter falado nada para ela por medo. O sentimento que sinto por ela é forte, mas acho que meu ego e meu orgulho não viram isso. Agora só vejo ela sentada naquela sala, o coração vazio por falta dele. As vezes sorri por Kora ou qualquer um de nós, mas para disfarçar sua saudade. Sinto por não ter falado que amava Katara.'' - Zuko.

O fogo se apaixonou pela água como o sol pela lua. Talvez esse amor seria impossível pelo ar estar envolvido ou pelo medo do fogo que tudo queima ao tocar. 
Zuko pov's on
- Faça alguma coisa de útil, Zuko! - Disse Azula. 
Olhei para ela com o canto do meu olho e a ignorei, voltando a olhar para a fogueira da sala. 
- '' O Zuko, você só pensa em si mesmo, é tão superficial e ignorante.'' - Imitei Azula. 
Ela me encarou. 
- Você é patético. 
- '' Você é patético.'' 
Azula se irritou e apagou o fogo, saindo da sala batendo os pés. Dei um sorriso de lado ao ficar em paz novamente. Levantei minha mão e fiz surgir um pouco de fogo, logo taquei na lareira, fazendo o fogo que Azula apagou surgir novamente. Levantei-me da almofada e fui para a rua. Azula e Mai estavam treinando. Assim que olhei para Mai dei um sorriso e ela sorriu de volta. 
- Mai, não se distraia com meu irmão, ele é patético. - Disse Azula. 
Mai a ignorou e voltou a sorrir para mim. Olhei para Azula e franzi a testa e balancei a cabeça como se dissesse '' Você que é patética, irmãzinha.'' Sorri para ela e para Mai e segui em direção ao lago, onde meu tio Iroh estava sentado, meditando. Me sentei perto da água e olhei para Iroh. 
- Você vai embora? 
Ele sorriu para mim. 
- Não porque eu quero, príncipe Zuko. Mas seu pai me baniu. 
- Ele me baniu também. Quando eu tinha 12 anos, lembra? 
- Sim. - Disse Iroh com uma tristeza no olhar. 
- Ele mandou eu ir com você. 
Iroh me encarou. Talvez tenha sentido pena de mim. 
- Eu sinto muito, príncipe Zuko. 
- Não me chame de príncipe, perdi esse titulo no momento em que questionei meu pai. Ele teria me colocado para fora daqui aos doze anos se não fosse Azula. Mas acho que ela se arrependeu disso. 
- Não diga isso. - Disse Iroh parando sua meditação e indo sentar ao meu lado.
Iroh sentou-se ao meu lado e começou a tacar pedrinhas na água. 
- Você já é um homem, príncipe Zuko. 
- Tenho apenas dezesseis anos. 
- Na sua idade eu já ajudava a Nação do Fogo a combater inimigos que vinham. Mas naquela época, era justo. Hoje seu pai começou uma guerra desnecessária. 
Desviei os olhos de meu tio e olhei para a água. Realmente ele tinha começado uma guerra desnecessária. Mas eu tinha medo de admitir isso, ele poderia me dar outra cicatriz. 
Levantei-me da grama não tirando os olhos da água. O céu estava avermelhado e minha vontade de ir embora não era muito grande. 
- Você vai embora hoje? 
- Nós vamos. 
Assenti e fui para a casa, arrumar as coisas. Coloquei apenas o necessário para ficar fora por sei-lá, anos. 
- Você já está indo? 
Me virei e me deparei com Azula encostada na porta, fungando. 
- Sim. 
- Eu sei que nunca admiti isso. Mas achei que papai mudaria de ideia depois de quatro anos. 
Ela se aproximou de mim. - Eu sei que nunca admiti isso, Zuko. Mas eu nunca quis que você fosse embora, posso implicar muito com você e dizer que você não é nada. Mas você é meu irmão e eu gosto de você, mesmo não dizendo isso com frequência. 
Me surpreendi com Azula, ela nunca demonstrou afeto comigo, a não ser quando tínhamos cinco anos de idade. Sorri para ela. 
- Eu também gosto de você. 
Ela sorriu e deixou cair algumas lágrimas e eu a abracei. 
- Queria que mamãe estivesse aqui. - Disse Azula enxugando os olhos das lágrimas. 
- Eu também, nada disso estaria acontecendo. 
Azula assentiu. Eu estava estranhando a atitude de Azula, ela nunca foi assim comigo. Era extremamente manipuladora e difícil. A encarei por alguns segundos e em seguida peguei minha mala. 
- Até breve, Azula. 
Azula baixou a cabeça. 
- Até breve, irmão. 
Em seguida sai pela porta com minha mala, indo em direção a entrada onde Iroh me aguardava. 
Zuko pov's off. 
Quando Zuko saiu por aquela porta Azula deu um sorriso maligno de lado. 
- Isso irmãozinho. Vá, o trono é meu e você foi exilado. - Disse Azula a si mesma e em seguida dando sorrisos sozinha. Ela nunca sentiu pena de Zuko, ela apenas tem medo de ser abandonada por pessoas ao seu redor e então usa sua manipulação. Ela usa o poder que tem para '' aprisionar '' suas únicas amigas a ela, Mai e Ty Lee. Azula não se importa com nada e nem ninguém, apenas com seu pai, que é extremamente fiel. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Capitulo 1 - Livro da Água.

'' É difícil para mim contar esta história novamente. A saudade bate em meu peito como uma bomba, choro ao lembrar dele e de todas as coisas que passamos juntos. Foi difícil, foi incrível, quase foi impossível, mas acima de tudo foi muito possível todas essas coisas. Lembro-me de cada momento como se tivesse acontecido ontem, mas não aconteceu ontem e choro por isso. Hoje, tenho 55 anos de idade e conto essa história para todos e todos se alegram ao ouvi-lá, mas choram no final perguntando-se o porque e eu me pergunto o porque também. Lembro-me de quando Korra entrou pela porta chorando dizendo que Appa havia morrido, lembro-me de chorarmos em seu corpo. Lembro-me de Sokka cantar para ele com todos nós perto da fogueira. Choramos muito aquele dia, principalmente eu. Até Zuko chorou. Lembro-me de quando ele morreu. Ele preenchia um buraco vazio no meu peito, e quando ele se foi, aquele buraco voltou a ser vazio sem ele. Irei me lembrar sempre dele, do avatar que achei no iceberg. Chorei em seu leito de morte e muito mais em sua morte. Irei sempre lembrar de ti, Aang.'' - Katara.

Katara pov's on. 

Era uma noite fria de inverno. Eu estava sentada perto da fogueira abraçando meus joelhos quando estendi a mão para pegar o marshmallow e uma pena branca caiu em minha mão, olhei para ela e sorri. 
Não sei porque dei aquele meu sorriso ao ver a pena branca. Só sei que fiquei feliz. Guardei a pena no bolso e peguei a guloseima que meu pai me dera, enfiando logo na boca, estava um pouco quente, mas deliciosa. 
- Ei, eu também quero um mashmallow! - Disse Sokka. 
Sokka era meu irmão mais velho, ele tinha 15 anos e eu 14. Mas eu era mais madura que ele. 
- Pegue. - Disse meu pai. 
- Obrigado. 
Ri da felicidade de Sokka ao comer o doce, ele parecia ser criança ainda. Mas ele é inteligente e bom guerreiro. Sokka não pode dobrar água, nem nada. Mas ele tem seu bumerangue e seu espada, que sabe utiliza-las muito bem. O Mestre Pakku juntou-se a nós na fogueira, ficando ao lado de meu pai e encarando-me. Ele é professor de dobra de água e ele leva isso muito a sério; as aulas começam ao nascer do sol e ninguém tem tratamento especial. Ele havia recusado a treinar-me por eu ser mulher. É algo que as tradições da Tribo da água do Norte proibiram. Não me conformei com isso então o desafiei para uma luta. Pakku venceu com um pouco de dificuldade e ficou impressionado com minha habilidade. Na luta, meu colar havia caído e parado aos seus pés e quando ele se abaixou para pegar, viu que era o mesmo colar que ele deu a Kana, minha vó que havia falecido a alguns anos. Quando ele descobriu que eu era neta de Kana e portanto sua ''neta''. Ele aceitou me treinar na dobra de água, mesmo eu sendo mulher. Pakku, pelos costumes de sua tribo, é bastante machista. Também é sarcástico, mas muito sério e severo quando necessário. É um grande mestre, que exige disciplina e esforço de seus discípulos. 
Comi mais alguns doces e fui para minha tenda, descansar. Sokka já estava deitado limpando seu bumerangue. 
- Você não vai dormir, Sokka? 
- Depois, não estou com muito sono. 
- Boa noite. 
Ele sorriu para mim e eu me deitei na cama, virando-me de lado. Pensei em minha vó. Ela foi uma ótima dominadora de água. Ela me dizia que os poderes dos dominadores de água ficava melhor em lua cheia, e hoje era lua cheia, talvez por isso eu me sentia mais forte. Fechei meus olhos e dormi, pensando em minha vó.