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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Capitulo 1 - Livro da Água.

'' É difícil para mim contar esta história novamente. A saudade bate em meu peito como uma bomba, choro ao lembrar dele e de todas as coisas que passamos juntos. Foi difícil, foi incrível, quase foi impossível, mas acima de tudo foi muito possível todas essas coisas. Lembro-me de cada momento como se tivesse acontecido ontem, mas não aconteceu ontem e choro por isso. Hoje, tenho 55 anos de idade e conto essa história para todos e todos se alegram ao ouvi-lá, mas choram no final perguntando-se o porque e eu me pergunto o porque também. Lembro-me de quando Korra entrou pela porta chorando dizendo que Appa havia morrido, lembro-me de chorarmos em seu corpo. Lembro-me de Sokka cantar para ele com todos nós perto da fogueira. Choramos muito aquele dia, principalmente eu. Até Zuko chorou. Lembro-me de quando ele morreu. Ele preenchia um buraco vazio no meu peito, e quando ele se foi, aquele buraco voltou a ser vazio sem ele. Irei me lembrar sempre dele, do avatar que achei no iceberg. Chorei em seu leito de morte e muito mais em sua morte. Irei sempre lembrar de ti, Aang.'' - Katara.

Katara pov's on. 

Era uma noite fria de inverno. Eu estava sentada perto da fogueira abraçando meus joelhos quando estendi a mão para pegar o marshmallow e uma pena branca caiu em minha mão, olhei para ela e sorri. 
Não sei porque dei aquele meu sorriso ao ver a pena branca. Só sei que fiquei feliz. Guardei a pena no bolso e peguei a guloseima que meu pai me dera, enfiando logo na boca, estava um pouco quente, mas deliciosa. 
- Ei, eu também quero um mashmallow! - Disse Sokka. 
Sokka era meu irmão mais velho, ele tinha 15 anos e eu 14. Mas eu era mais madura que ele. 
- Pegue. - Disse meu pai. 
- Obrigado. 
Ri da felicidade de Sokka ao comer o doce, ele parecia ser criança ainda. Mas ele é inteligente e bom guerreiro. Sokka não pode dobrar água, nem nada. Mas ele tem seu bumerangue e seu espada, que sabe utiliza-las muito bem. O Mestre Pakku juntou-se a nós na fogueira, ficando ao lado de meu pai e encarando-me. Ele é professor de dobra de água e ele leva isso muito a sério; as aulas começam ao nascer do sol e ninguém tem tratamento especial. Ele havia recusado a treinar-me por eu ser mulher. É algo que as tradições da Tribo da água do Norte proibiram. Não me conformei com isso então o desafiei para uma luta. Pakku venceu com um pouco de dificuldade e ficou impressionado com minha habilidade. Na luta, meu colar havia caído e parado aos seus pés e quando ele se abaixou para pegar, viu que era o mesmo colar que ele deu a Kana, minha vó que havia falecido a alguns anos. Quando ele descobriu que eu era neta de Kana e portanto sua ''neta''. Ele aceitou me treinar na dobra de água, mesmo eu sendo mulher. Pakku, pelos costumes de sua tribo, é bastante machista. Também é sarcástico, mas muito sério e severo quando necessário. É um grande mestre, que exige disciplina e esforço de seus discípulos. 
Comi mais alguns doces e fui para minha tenda, descansar. Sokka já estava deitado limpando seu bumerangue. 
- Você não vai dormir, Sokka? 
- Depois, não estou com muito sono. 
- Boa noite. 
Ele sorriu para mim e eu me deitei na cama, virando-me de lado. Pensei em minha vó. Ela foi uma ótima dominadora de água. Ela me dizia que os poderes dos dominadores de água ficava melhor em lua cheia, e hoje era lua cheia, talvez por isso eu me sentia mais forte. Fechei meus olhos e dormi, pensando em minha vó. 

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