Katara pov's on.
Era uma noite fria de inverno. Eu estava sentada perto da fogueira abraçando meus joelhos quando estendi a mão para pegar o marshmallow e uma pena branca caiu em minha mão, olhei para ela e sorri.
Não sei porque dei aquele meu sorriso ao ver a pena branca. Só sei que fiquei feliz. Guardei a pena no bolso e peguei a guloseima que meu pai me dera, enfiando logo na boca, estava um pouco quente, mas deliciosa.
- Ei, eu também quero um mashmallow! - Disse Sokka.
Sokka era meu irmão mais velho, ele tinha 15 anos e eu 14. Mas eu era mais madura que ele.
- Pegue. - Disse meu pai.
- Obrigado.
Ri da felicidade de Sokka ao comer o doce, ele parecia ser criança ainda. Mas ele é inteligente e bom guerreiro. Sokka não pode dobrar água, nem nada. Mas ele tem seu bumerangue e seu espada, que sabe utiliza-las muito bem. O Mestre Pakku juntou-se a nós na fogueira, ficando ao lado de meu pai e encarando-me. Ele é professor de dobra de água e ele leva isso muito a sério; as aulas começam ao nascer do sol e ninguém tem tratamento especial. Ele havia recusado a treinar-me por eu ser mulher. É algo que as tradições da Tribo da água do Norte proibiram. Não me conformei com isso então o desafiei para uma luta. Pakku venceu com um pouco de dificuldade e ficou impressionado com minha habilidade. Na luta, meu colar havia caído e parado aos seus pés e quando ele se abaixou para pegar, viu que era o mesmo colar que ele deu a Kana, minha vó que havia falecido a alguns anos. Quando ele descobriu que eu era neta de Kana e portanto sua ''neta''. Ele aceitou me treinar na dobra de água, mesmo eu sendo mulher. Pakku, pelos costumes de sua tribo, é bastante machista. Também é sarcástico, mas muito sério e severo quando necessário. É um grande mestre, que exige disciplina e esforço de seus discípulos.
Comi mais alguns doces e fui para minha tenda, descansar. Sokka já estava deitado limpando seu bumerangue.
- Você não vai dormir, Sokka?
- Depois, não estou com muito sono.
- Boa noite.
Ele sorriu para mim e eu me deitei na cama, virando-me de lado. Pensei em minha vó. Ela foi uma ótima dominadora de água. Ela me dizia que os poderes dos dominadores de água ficava melhor em lua cheia, e hoje era lua cheia, talvez por isso eu me sentia mais forte. Fechei meus olhos e dormi, pensando em minha vó.
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